Equilibrismo dos excessos

Um poema dos opostos

Tudo é duplo, tudo tem dois pólostudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa.”

Pendulo que balança
da luz para as sombras
me leva flutuando de arraste
no vai e vem da vida

Quando salto em voo alucinado
provo a luz na ponta da língua
a chama que queria eternizar
da felicidade quase o pra sempre

Espaço confinado nas sombras dos meus medos
pêndulo que me arrasta pra dentro
descompassa o tic-taque do meu tempo
escorrego na confiança do próximo passo que me perco

De lá pra cá, daqui pra lá

balanço emputecida
quando acho que já estou,
não estou mais
oras subo, segundos desço

Nem tanto ao céu

nem tanto ao inferno
riria Deus da minha cara enquanto o Diabo toca
acordes harmônicos em dó maior
para combinar com as penas

das asas que perdi tentando me equilibrar

VICTORIA LISBOA

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