Breve resumo da história das tintas naturais e suas cores

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“Quando a cor tem a maior riqueza, a forma atinge a plenitude.”  – Paul Cézanne


O termo “tinta natural” que designa as tintas feitas à partir de pigmentos obtidos de matéria prima exclusivamente natural, apenas passou a ser utilizado nos últimos séculos, após 1856 ao inventarem as tintas feitas somente de compostos químicos manipulados em laboratórios dando origem às tintas artificiais. Toda tinta antes dessa revolução na industria de pigmentos e colorantes era considerada simplesmente tinta.

A utilização de fontes naturais como matéria prima para pigmentos coloridos é recorrente em todas as partes do mundo. Praticamente todos os tipos de sociedades e culturas desenvolveram técnicas para dar cor às suas criações. As primeiras tintas que temos registros são as pinturas pré-históricas em cavernas (30.000 – 8.000 a.c) feitas à partir da utilização de terras coloridas, pó de rochas, colas vegetais e animais,  carvão vegetal e sangue. Como terras e rochas são pigmentos altamente duráveis e as pinturas estavam protegidas da ação do tempo nas cavernas, muitas continuam conservadas até os dias atuais

Utilizados desde o período rupestre como forma de expressão, as cores marcam uma das primeiras capacidades humanas de abstração e representação de ideias. O homem inicia a conquista da cor, ao iniciar a própria conquista da condição humana.
Elementos naturais da flora e da fauna passam a ser utilizados para colorir e ornamentar o corpo, utensílios, armas e paredes das cavernas: esfrega e trituram-se flores, sementes, elementos orgânicos e terras para a obtenção de corantes; a observação leva a utilização de matérias calcinadas para tingir de preto; passa-se a buscar pelos óleos minerais, animais e vegetais para fixar os corantes. Com acúmulo de todos esses conhecimentos,  o homem enriqueceu sua subjetividade e a cor passou a abrilhantar os atos religiosos, comemorativos, guerreiros e fúnebres, dando origem aos primeiros códigos cromáticos, onde à cada cor passa a ser atribuída um significado. A alquimia simbólica mais primitiva da humanidade.
Além da representação natural das cores encontradas na natureza, o homem também atribuiu significados de acordo com os materiais e as maneiras como essas cores eram obtidas.

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O pré-historiador contemporâneo André Leroi-Gourhan pôs em evidencia a importância do uso simbólico das cores e das cavernas onde eram realizadas as pinturas ruprestres e ajudou a descrever e caracterizar as práticas mágicas humanas através dos testemunhos etnográficos e pré-histórico.
As grutas e as cavernas  representam atualmente no tempo e no espaço, a  sacralidade primordial, um lugar de culto por excelência por conta do seu “vazio primitivo”.  A caverna era o lugar onde eram realizadas as iniciações da adolescência, os ritos de fecundidade e ritos ligados prática espiritual primitiva. Sendo também um receptáculo representação da energia telúrica e um ponto privilegiado da passagem da terra ao mundo dos mortos e dos ancestrais. Onde foram deixados os primeiros registros do uso simbólico das cores e que nos fazem supor sobre seu caráter ritualístico e de contexto espiritual.

As cores mais presentes nas pinturas rupestres são o preto e o vermelho, que principalmente simbolizavam a vida, a fertilidade e a morte. Utilizados pela primeira vez pelo homem de Neanderthal para enfeitar a tumba de seus mortos, empregado também pelos seus sucessores para decorar obras de arte.  A origem da utilização da cor vermelha é atribuída ao sangue, um dos primeiros materiais usados para essas representações, estando diretamente relacionado à morte, tanto dos animais quanto dos homens. Passando posteriormente a simbolizar vitalidade, justamente por colorir o sangue da carne que constituía a base da alimentação humana através da caça nesse período. Já o preto era obtido através de materiais queimados e calcinados, principalmente o carvão vegetal, conseguido à partir da queima de madeiras e os restos das fogueiras. Simbolizando a morte do fogo e do calor, que tinha especial importância nesse período por possibilitar tanto o cozinho dos alimentos quanto o aquecimento e a proteção dos animais selvagens por afugenta-los.

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Já no Egito, com um nível de complexidade cultural e simbólico muito maior a cor foi utilizada como também como elemento plástico e decorativo, com intenção narrativa das histórias dos deuses e registros de práticas rituais; decorativa em pinturas, desenhos e inscrições em louvor aos guerreiros, e faraós; aparecendo em templos e palácios, tumbas e residências. Já utilizavam avançadas técnicas para misturar cores para produzir uma terceira e diferentes tonalidades.

As cores eram usadas de modo mais abstrato de acordo com a referencia natural observada no mundo e seu método de obtenção.
O preto (kem) era obtido a partir do carvão de madeira ou de pirolusite, o óxido de manganésio retirado do deserto do Sinai, as a faixas negras eram obtidas com a queima da palha através da penetração da fuligem barro ainda úmido. Estava associado à noite e à morte, mas também poderia representar a fertilidade e a regeneração simbolizada pelas transformações eternas ou as transmutações. Este último aspeto encontra-se relacionado com as inundações anuais do Nilo, que traziam a terra que fertilizava o solo, por esta razão os egípcios chamavam a sua terra de  Khemet, “A Negra”. O deus Osíris era muitas vezes representado com a pele negra, assim como a rainha deificada Amósis-Nefertari. O preto também era utilizado estilisticamente para das contornos e detalhes como nas sobrancelhas, perucas, olhos e bocas.
O branco (hedj) era feito a partir de cal ou de gesso. Foi uma das primeiras cores utilizadas no antigo Egito, associada a pureza e a santidade, e aos rituais; os sacerdotes até mesmo vestiam-se com túnicas brancas, incluindo as solas das sandálias. Os egípcios diziam que os ossos dos deuses eram feitos de prata, também chamada Hedj, simbolizando a luz da Lua. O Sol e a Lua simbolizavam juntos o ouro e a prata, Ísis em sua faceta lunar e Khonsu, o deus da lua, suas vestimentas eram brancas.
O Vermelho (decher) era obtido à partir de óxidos de ferro. O seu significado era ambivalente: por um lado representava a energia, o poder, a sexualidade e os instintos básicos necessários à manutenção da vida, sendo a cor utilizada para colorir a pele dos homens nas pinturas; e por outro lado estava associado ao perigo, inveja, ciúmes e raiva por ser também a cor ao deserto (terra vermelha) que era evitado pelos egípcios, e relacionado ao maléfico deus Seth, cujos olhos e cabelo eram pintados de vermelho. Seth é o deus maléfico do caos e do deserto, estando relacionado a seca e falta d’água de uma fonte de água que permita a vida, e tormentas das tempestades de areia vermelha. O vermelho também era a cor da vitória acima das influencias maléficas e dificuldades vencidas.
O Amarelo (ketj) era feito a partir do óxido de ferro hidratado (limonite). Dado que o Sol e o ouro eram amarelos, componentes de extrema importância na cosmologia egípcia,  foi considerada a cor à eternidade e por isso a cor da carne dos deuses. Era também relacionado aos faraós depois da morte que ao falecer se convertiam em divindades. O dourado representava também o deus Rá, e tanto as estátuas dos deuses eram feitas a ouro quanto os objetos funerários do faraó e as máscaras.
O Verde (uadj) produzia-se a partir da malaquite do Sinai. Simbolizava a regeneração, a vida e a fertilidade relacionada a vitalidade das várzeas do rio Nilo. A pele do deus Osíris poderia ser também pintada a verde, assim como o pisos do templos
O Azul (khesebedj) e seus pigmentos eram retirados dos sais de cobalto de regiões de extração próximas, considerado extremamente importante e sagrado por conta da dificuldade de ser encontrado na natureza terrestre e sim mais marcante no céu. Representava portanto o céu, especialmente o céu estrelado e a deusa do céu criadora Nut, a proteção vital, a sabedoria e o poder celestial; também era cor de Thoth, o deus da sabedoria, da escrita e da magia, em forma de babuíno azul; o deus Amon às vezes era também representado com o rosto pintado de azul. O tetos dos templos recebiam a cor azul para representar o cosmos e a origem dos deuses.

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Na China em sua antiguidade, as muralhas de Pequim eram pintadas de vermelho e os tetos das casas de amarelo. O vermelho representava uma afirmação de poder e de espiritualidade positiva, enquanto o amarelo era usado como camuflagem contra os maus espíritos, já que essa era a cor que os representava. A laca surge então da necessidade de proteção à madeira, um dos materiais para construção favoritos dos chineses, por ser um dos elementos chave da filosofia chinesa, unicamente a madeira poderia honrar os deuses. Era preparada com o suco recolhido de uma árvore, extremamente resistente ao tempo e à umidade, utilizada não só sobre madeira, como também no metal, que revolucionou a propriedade de conservação dos materiais pintados e seus resultados finais. O brilhante lustre final, resultante de várias camadas (até 30), rivaliza com qualquer material vidrado. A laca possibilitava incisões e incrustações, proporcionando uma maravilhosa fonte de cores; utilizava-se preferentemente como material base qualquer objeto brilhante: madrepérolas, conchas marinhas e metais preciosos em forma de lamina, pó e fragmentos. O jade, o marfim, o coral, a malaquita, a esteatita, e inclusive a porcelana, foram embutidos na laca, assim como o ouro e a prata.

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Na Grécia Antiga inicia-se a época de ascensão dos meios que seriam responsáveis pelo aparecimento das técnicas de pinturas avançadas ocidentais, tendo contribuído principalmente com a representação da ilusão de tridimensionalidade através do sombreamento e perspectiva, e a quantidade de técnicas avançadas para a obtenção de pigmentos diversos.
A paleta de cores grega era extremamente ampla por conta preservação e continuidade da antiga tradição, que incluía a utilização de tons de grande estabilidade obtidos de óxidos minerais, predominando os ocres, vermelhos, amarelos e o branco, além do preto obtido do carvão;  e que apesar da instabilidade e custo dispendioso de produção outras cores como os azuis, púrpuras e verdes.
A utilização das cores em certos elementos das decorações arquitetônicas bem como na estatuária  funcionava como meio de enfatizar a volumetria e valorizar a forma, além de corrigir distorções da percepção visual. As cores e sua simbologia, desenvolvida principalmente pelas tradições filosóficas gregas, eram exploradas através do caráter narrativo e mitológico em conjunto com as construções e estátuas gregas.

Para alguns historiadores os mais antigos escritos sobre a teoria das cores remontam ao poeta grego Croton (séc. V a.C.) e seus ensaios sobre a antítese entre branco e preto, ou luzes e sombras. Utilizado como base para as teorias de Empédocles e Demócrito.
Empédocles usou a analogia das misturas de cores dos pintores para ilustrar a harmonia entre os quatro elementos ar, fogo, terra e água. Demócrito falou de quatro cores simples: branco, que tem a função de clarear e suavizar; preto, com a função de escurecer; vermelho, relacionado com o calor e o verde pálido, composto do sólido e do vazio, e as outras cores existentes são derivadas destes por misturas.
As teorias de Empédocles e Demócrito foram trabalhadas por Platão e Aristóteles no século IV a.c e se tonaram as principais contribuições de base para as investigações alquímicas  entre as coras e os elementos que sobreviveram até os nossos tempos.
Dessa forma algumas das associações feitas durante o período grego foram: o azul relacionava-se à verdade e à integridade, branco representava a virgindade e a pureza., vermelho representava o amor e o sacrifício. Os gregos desenvolveram ainda as técnicas da têmpera e do afresco, garantindo maior durabilidade à pintura e aos revestimentos, e ainda para corrigir irregularidades da pedra e protegê-la contra a ação do tempo e clima.

Com a decadência da arte grega após o declínio da Grécia e a ascensão de Roma, a arte romana toma seu lugar a partir do séc. I a.C. Tendo forte influência etrusca, a cor como elemento de representação determinava vermelho para os homens, branco para as mulheres e armas de guerra o azul. Seus edifícios eram coloridos com pinturas luminosas, ouro, bronze, mármore e mosaicos. Devido à característica praticidade dos romanos, suas esculturas não eram pintadas, em contraposição às esculturas gregas. Porém a influencia da cultura grega e suas cores no helenismo se faz presente em Herculano e Pompéia,  testemunhas da influência grega. Escavações realizadas no início de 1800, revelaram um amplo espectro de cores que, em alguns casos, eram mais luminosas e mais claras que as cores dos gregos. Os romanos tinham se rendido à cor.
Utilizavam cores intensas e vivas, sendo seus motivos decorativos em açafrão, vermelho intenso, verde, púrpura, jacinto e azul, que se harmonizavam com o branco, preto e ouro, em faixas ornamentais, em motivos de flores, animais e cenas mitológicas
No ano de 50 a.C. se inicia a decadência da cor se inicia, e o branco Roma tornou-se a cor dominante na Roma Imperial. Todo conjunto da obra arquitetônica, inclusive os seus detalhes, eram brancos. Esta característica converteu-se em um signo de austeridade e de poder, que foi mantido durante séculos.

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A fusão da arte grega com o luxo da decoração oriental fez surgir novamente a cor na época do Império bizantino. Sendo fundamentalmente religiosa, a arte bizantina trabalhava o refinamento das cores em tons vibrantes por todas as suas manifestações artísticas.  Entre os séc. VIII e X, a arte se manifesta em novas atividades, como a iluminura, a tapeçaria, a ourivesaria, moisaicos complexos e as fundições em bronze e esmaltes. As invasões bárbaras trazem para a arte cristã uma certa descontração e colorido. Possuíam um sentido místico e simbólico, as artes de forma geral eram sancionadas pela Igreja, e que era observado com atenção pelos artistas e arquitetos.

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A arquitetura gótica que surge nos meados do séc. XII, caracteriza-se pelos arcos em forma de ogiva, por grandes naves e por vitrais coloridos que retratam cenas bíblicas. Neste estilo, a cor intervém apenas, como estímulo emotivo ou complemento estético. Ricas cores foram aplicadas aos interiores, como também, aos exteriores de alguns edifícios importantes. A coloração do interior das igrejas medievais em seu período gótico eram predominante  tons neutros da pedra, que contrastavam com a policromia dos vitrais iluminados segundo a trajetória solar, que, com propósito espiritual, tinha a função de “iluminar a mente humana, de modo a transcendê-la e fazê-la adquirir uma ideia da luz divina”. Mas a catedral de Notre Dame, teve luminosos vermelho, verde, laranja, amarelo-ocre, negro e branco em molduras, cornijas e esculturas. Além das abóbadas pintadas de azul estrelado, as catedrais góticas recebiam cor em sua estatuária interior e exterior, e em outras áreas internas banhadas pela luz colorida filtrada pelos vitrais. A cor não era usada com sentido representativo arbitrário, era muito mais a força expressiva transparecia de dentro da alma do artista para canalizar motivos religiosos.

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Enquanto a Alquimia era uma investigação empreendida somente por algumas almas temerosas, a Igreja representava o centro da vida popular, onde as mudanças mais significativas na vida do ser humano, representadas pelo batismo, confirmação, matrimonio e funerais, eram celebradas entre os matizes cambiantes dos vidros de cor e as paredes e imagens ricamente pintadas. Estas ilustrações não só representavam cenas bíblicas familiares, como também, refletiam as obras mais humildes de Deus: o verdor da primavera, o grão dourado do outono, e homens e mulheres do povo em seu trabalho. No centro deste drama, estavam o altar e o sacerdote. As cores simbolizavam datas especiais no calendário da Igreja: o branco e o ouro representavam o Natal e a Páscoa, enquanto que o vermelho utilizava-se em Pentecostes ou nas festas dos mártires. As vestimentas verdes aparecem no nascimento de um novo ano, significando a provisão de Deus para satisfazer as necessidades humanas. A púrpura que nas semanas da Paixão representa a penitência do pecador e os sofrimentos de Cristo, era a cor mais sagrada desde tempos antigos, em partes porque era difícil e custoso obter o pigmento. O simbolismo da cor imperou também fora da Igreja.
Acreditava-se que o mundo estava composto por uma mistura dos quatro elementos básicos: terra, água, fogo e ar, cada um deles com sua cor: preto, branco, vermelho e amarelo respectivamente. No homem, os elementos tomavam a forma de fluidos corporais: a bílis negra, a fleuma branca, o sangue vermelho, e a bílis amarela. Era vital manter o equilíbrio entre estes elementos.

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A Alquimia alcançou seu máximo esplendor na Idade Média, principalmente simbolizada pela busca da pedra filosofal, que convertia qualquer metal em ouro. O papel da cor na alquimia era vital. As diferentes cores que apareciam conforme as substâncias eram transmudadas pelo alquimista, simbolizavam cada uma das fases da transformação interna. Seu espectro de cores era: verde, preto, branco, vermelho, ouro; e os respectivas associações às cores dos planetas e pedras preciosas. Em certas épocas foram atribuídos poderes fantásticos às cores, supostamente os primeiros indícios da moderna Cromoterapia, sabendo-se que na Antiguidade, Pitágoras e Galeno já praticavam a terapia com as cores. Infelizmente, com o passar da Alta Idade Média para a Baixa Idade Média e seu período de “trevas”, a maioria desses trabalhos foram destruídas. Um dos poucos trabalhos sobreviventes dessa época que chegaram até nós totalmente mutilado foi a “Teoria das Cores” de Goethe.

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Ainda nesse período, o uso da cor foi se transformando, para dar lugar a uma função alegórica e narrativa, mais associada à luz do que à forma. Aparece então, a arte da Iluminura. As iluminuras, eram realizações piedosas das pessoas que desejavam embelezar as escrituras sagradas. Somente a partir do ano 1200 d.C, é que as miniaturas passaram a ser cada vez mais realizadas por artistas seculares, já que constituíam um símbolo de distinção para os ricos, e ao mesmo tempo eram um objeto de piedade. A cor de muitos manuscritos se conservou por mais de 16 séculos, porque, diferentemente dos afrescos, as cores estavam resguardadas do ataque do tempo pelos pergaminhos dos livros onde aparecem. Possuindo pigmentos de uma gama altamente flexível; diferentes vermelhos, obtidos do chumbo, diferentes azuis, verdes, originários do acetato de cobre e amarelos, extraídos do sulfuro de arsênico. O mais marcante deste período é o brilho do ouro, que expressava o caráter ultraterreno dos sucessos sagrados.

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O pensamento medieval dominado pela religião, dá lugar a uma cultura voltada para os valores do indivíduo, renascem as artes e ciências, que tinham florescido durante a época clássica.  No Renascimento, a cor passou a ser elemento individualizador da
obra artística, passando também para dentro dos ambientes e nos exteriores o colorido das tintas dominaram as cores naturais. As residências de famílias abastadas e as catedrais tinham os tetos ornamentados com pinturas e detalhes em gesso, derivados do antigo estilo greco-romano.

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Apesar de ser um breve resumo histórico sobre a utilização das cores e seus pigmentos naturais, com as devidas particularidades históricas e temporais de cada cultura , percebe-se ao longo do tempo o afastamento do caráter simbólico inerente à matéria prima natural, e a construção de novas alusões subjetivas às cores, ampliando a capacidade do homem expressar e materializar o que habita no seu imaginário.


Victoria, a Kaligula.
Inverno de 2018


Referencias e fontes: 
BERMOND, Jhon. Apostila intuitiva  de pigmentos naturais. Arte da Terra 1.ed
COZINHA DA PINTURA. Artigo: Breve História da Tinta a Óleo
RAMBAUSK, Ana Maria. Decoração e design de interiores: teoria da cor ,  UNICAMP (Acervo digital ) 
ALBUQUERQUE, Marcelo. Laboratório de Cor: paradigmas do estudo da cor na contemporaneidade –  A questão das cores na Antiguidade Clássica. 

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